
Cara confesso que já tinha ouvido falar dela mas nunca havia dado uma chance para ouvir o som desta paulista de 27 anos que vem conquistando o mundo vale a pena curtir vou deixar aqui o release do seu unico disco e uma pequena reportagem feita por Ivan Marques feita para o Folha da Bahia, quendo esteve por lá no ultimo dia 24 Bom curtam Muito bom o som:
ReleaseO lançamento do Cd "CéU" (2005), marca o início da promissora carreira solo de uma jovem cantora e compositora brasileira de 24 anos: Maria do Céu.
Dotada de seu próprio universo, em um primeiro momento talvez seja difícil definí- la musicalmente, porém ao final da audição tudo se encaixa e se define. A partir daí, será facil reconhecê- la.
A primeira surpresa é sua voz aveludada e encantadora, véu poético na contra- mão dos formatos habituais da música brasileira. Ao mesmo tempo intimista e marcante, sua música passa a
tranquilidade contagiante dos primeiros raios de sol depois da tempestade.
Esta jovem compositora e intérprete está no ponto de encontro das músicas urbanas atuais com da tradição afro- brasileira. Um lugar privilegiado, onde o hip hop, o jazz e a música brasileira se encontram, onde as sonoridades eletrônicas se transformam simplesmente em ritmos regionais.
Surpreendente CéU. Personagem discreta, madura, audaciosa, reservada e convicta de seu caminho musical. Esta artista de alma livre revela nas suas primeiras gravações toda a intensidade do seu talento refinado de compositora e intérprete que a levarão com certeza ao sucesso.
A composição "Lenda" ,por exemplo, é uma expressão de delicadeza. A música é reduzida aos seus elementos fundamentais: voz, melodia e o arranjo instrumental minucioso.
Esta "lady" da canção faz o tempo parar. Uma voz divina e um fraseado gracioso que poderia ser comparada às divas do jazz, referência que ela rejeita por excesso de pudor.
Sensivelmente bem servida pela produção complexa e minimalista de Beto Villares, responsável pela roupagem moderna eletroacústica do disco. Beto tratou os elementos com extrema elegância e simplicidade, indo direto ao essencial.
O resultado é um disco limpo, refinado, com equilíbrio perfeito entre a textura eletrônica e as sonoridades tradicionais brasileiras. Percebe-se em cada uma das faixas do álbum as melodias inspiradas, onde o tempo às vezes é dado por uma instrumentação isolada, ou por um “groove” preguiçoso de ritmos programados. As misturas de influências são desconcertantes, o que era de se esperar, sabendo que os nomes de Beto e Céu circulam no underground paulistano como dois dos principais representantes da nova geração de músicos.
Com este primeiro disco, Céu se inscreve definitivamente na linha dos artistas responsáveis pelas novas páginas da história da música brasileira.
Reportagem:Eu estou muito contente de tocar na Bahia, terra de alguns dos meu maiores ídolos, como Caymmi e João Gilberto. Está todo mundo da banda empolgado”, confessa a doce Céu por telefone, ao Folha. “Queria fazer o mesmo show que faço no Brasil e no exterior para os baianos, sem tocar com mais ninguém. Essa é a hora certa”, afirma.
Para os soteropolitanos, a apresentação que acontece hoje, às 21h, na Praça Tereza Batista, Pelourinho, demorou demais. A ansiedade do público baiano pela apresentação de Céu em Salvador invadiu a página da cantora e compositora no MySpace. “Recebo sempre muito carinho do público daí nas mensagens”, declara a artista. O show é uma produção do projeto Pelourinho Cultural.
“Meu pai me ensinou a ouvir algumas coisas como Caymmi, mas aconteceu também pela veia musical. Sempre tive um amor, uma curiosidade por essa música da Bahia, pela relação com o mar”, explica. Céu diz que já veio outras vezes ao estado, a passeio. Conheceu, inclusive, a Chapada Diamantina.
A cantora e compositora vai mostrar músicas que vão além do repertório do primeiro disco Céu, de 2005. “Tem uma ou outra música que a gente colocou no meio da turnê, que se encaixava naquilo que gostamos. Posso te dizer que vamos tocar Visgo da jaca, de Martinho da Vila, e Sonâmbulo, música que vai estar no próximo disco”, adianta.
E o trabalho novo? “Ano que vem começo a fazer, mas tenho um projeto secreto que vai ser lançado em 2008, não posso contar (risos). Vai ser com Beto (Villares, produtor do primeiro), com certeza, e vai manter a linha, deve ter algumas regravações”, enfatiza a cantora paulista. A banda que acompanha a artista é formada por Lucas Martins (baixo e guitarra), Guilherme Ribeiro (teclados), DJ Marco (scratches), Sérgio Machado (bateria) e Bruno Buarque (percussão).
Céu acaba de voltar de uma turnê de quase um mês, por 15 cidades e 17 shows nos Estados Unidos. É a terceira viagem dela na terra do Tio Sam. “Deixou de ser novidade, o público já tinha uma proximidade, já conhecia meu som. Antes era uma coisa de “ouvi falar”. Foi casa cheia, muita gente, lugares grande e pequenos. Eu não estava com a menor expectativa e foi ótimo. Mas é bom voltar pra casa”, afirma.
Desde que Astrud Gilberto gravou Garota de Ipanema em 1963, nenhuma brasileira chegava onde Maria do Céu Whitaker Poças chegou. Mais de 75 mil cópias do primeiro CD, lançado em abril deste ano nos Estados Unidos, vendidos só pelas bandas ianques, impulsionaram a paulista ao topo da Billboard nas categorias world music, independente e revelação e ao 57º lugar no geral. Em um país muito fechado a tudo relacionado à cultura que não seja feita em língua inglesa, o sucesso de Céu é uma marca e tanto.
A cantora recebeu elogios da imprensa mundial e foi chamada de “futuro da música brasileira” e de “Garota de São Paulo”, em alusão à música de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Céu cantou na abertura dos Jogos Pan-americanos deste ano e teve a música A lenda incluída na trilha sonora na novela Pé na jaca, da Rede Globo. Na Europa, ela já fazia sucesso bem antes. A artista já passou por França, Holanda e outros países do continente e vendeu mais de 12 mil cópias no Velho Mundo. Concorreu ao Grammy Latino de 2006 como revelação. Foi indicada ao Prêmio Tim de Música do ano passado como melhor cantora pelo voto popular e melhor cantora pop/rock e ao Prêmio Multishow de Música Brasileira e ao Video Music Brasil da MTV deste ano, como revelação.
Tanta atenção tem motivo. O primeiro disco de Céu é um prazer de ser ouvido, daqueles que você passa o tempo todo querendo ouvir de novo. Embala romances, solidão e pores e nasceres do sol. A voz suave e sincera se mistura em doses perfeitas com soul, R&B, hip hop, ritmos africanos e caribenhos, jazz, samba e eletrônico, entre pitadas de outros estilos aqui e acolá. Pelos discos favoritos da cantora divulgados no site Radiola Urbana já dá pra sentir a variedade de influências. Entre Jorge Ben, Clara Nunes, Baden Powell e Vinicius de Moraes, aparece Nação Zumbi (banda com a qual a cantora fez uma participação no disco Fome de tudo), Miles Davis, John Coltrane e Betty Davis e A Tribe Called Quest. Junte a isso as regravações de Concrete jungle, de Bob Marley, e O ronco da cuíca, de João Bosco e Aldir Blanc, e se tem uma salada mundial muito bem feita e temperada.
O sucesso mexe, mas não tira a tranqüilidade da paulistana de 27 anos. “Eu digo que a fama é um preço a se pagar, até porque eu sou muito ligada nas coisas simples da vida”, declara. “Aprendi muito, acho que foram os dois anos mais intensos que já tive. Todo dia eu agradeço por isso e tenho que aproveitar. Daqui a pouco eu posso fazer algo de que ninguém goste, né? (risos)”. Pelo talento que tem, algo improvável.
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# postado por Sistema Oculto : 22:00

