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Esse Blog não tem um perfil formado ainda estou buscando sua identidade, então por enquanto vamos postar de tudo um pouco principalmente do mundo da musica, humor etc..espero que gostem do novo visual. Aquele Abraço



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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Entrevista da Vanessa Krongold para a Revista Gloss


Por Fabiana Faria

Ludov: "As pessoas viciam no nosso som"

Vanessa, do Ludov, conta tudo sobre carreira, o trabalho fora da banda, Disney e os fãs.

Vanessa Krongold é vocalista do Ludov, tem 30 anos e é uma fofa. Ela não come carne (mas encara ovo e leite), adora tudo o que faz com a banda e adoraria viver só de música. O pessoal da banda tinha uma banda antes que se chamava Maybees e Vanessa cantava em inglês. O Ludov estourou em 2004 com o clipe "Princesa", mas já tinha emplacado "Dois a Rodar" e, logo depois, veio "Kriptonita". A música de trabalho agora é "Urbana", do CD Disco Paralelo. Mas ela confessa que a música que mais gosta do CD é "Rubi".
GLOSS conversou com Vanessa em um bar de São Paulo durante duas horas e o resultado você confere aqui.

Desde quando você canta?
Desde sempre, de criança, de cantar no chuveiro. Eu queria ser a Annie Lenox. Eu não me espelhava nas Paquitas, sabe? Eu comecei a cantar no colégio. Eu era odiada pelos professores porque me juntava com as minhas amigas e ficava cantando durante a aula inteira. Aí, elas: "a Van canta bem, vamos arranjar um banda pra ela". E arranjaram mesmo! Tinha um anúncio no colégio para vocalista de uma banda gótica chamada The Tears of Blood, eu conversei com o líder e meti as caras. O som não tinha nada a ver comigo, mas foi ótimo. Aprendi a fazer show, a lidar com o público e a gente é amigo até hoje. Na faculdade, eu conheci os meninos e começou outra parte da história.

E você toca alguma coisa?
Então, eu toco mal e porcamente, na verdade. Eu me esforço, tento estudar e tal. Quando o Edu (baixista) saiu da banda e foi estudar design em Barcelona, tivemos que nos virar. Quando não dá para chamar um músico convidado, os meninos dividem o baixo, eu toco guitarra...

E o sucesso veio com a MTV, né? Como aconteceu tudo isso?
Então, fizemos o clipe "Dois a Rodar" e mandamos para a MTV, como qualquer outra banda. O irmão do Edu foi num show nosso e adorou "Princesa". Ele acabou fazendo aquela animação e entregou o clipe para os contatos deles lá na emissora. Os caras começaram a passra o clipe e os fãs começaram a pedir. Chegamos a entrar nos 10 mais pedidos e foi sensacional! A gente não tinha CD, nada... Em seguida, fechamos contrato com a Deck e lançamos "Kriptonita", que foi um sucesso tão grande quanto "Princesa".

Como foi a gravação da música para o High School Musical? (Ludov gravou "O que eu procurava", versão de "What I've been looking for")
Estávamos parando para fazer o disco novo e o mercado fonográfico estava meio frio. Tínhamos mandado nosso material para a Disney para divulgação e eles nos chamaram para fazer a versão. O filme não tinha nem chegado no Brasil ainda e nós não tínhamos noção da dimensão da coisa. Nós fomos para Buenos Aires, gravamos a música, o clipe, fizemos programas de TV, foi o máximo!

Vocês não ficaram com medo de "queimar o filme"? O High School é um filme bem infantil, né?
De jeito nenhum! A gente sempre quis fazer trilha sonora e até pensava em inventar uma história e fazer uma trilha em cima dela, mesmo sem filme. O trabalho da Disney foi um teaser para a gente. E, numa boa, não tem mal nenhum em o pessoal mais novo conhecer e gostar do nosso trabalho. Pelo menos, eles vão escutar música boa, né? Alguns pais vieram até nos agradecer porque os filhos tinham parado de ouvir Rebeldes (risos).

E rolou um cachê alto?
Cachê zero! A Disney convida, mas você só ganha divulgação mesmo. E não é pouco divulgação, né? A gente adorou fazer, topou pela diversão, pela experiência. Foi lindo.

E a fama? Mesmo não sendo uma rockstar, muita gente reconhece na rua, pede autógrafo... Assusta?
Nada! Tudo na nossa trajetória foi gradual. As pessoas param a gente numa boa, pedem para tirar foto... Não tem escândalo, fanatismo. Isso não incomoda em nada e é difícil ter alguém sem noção. A gente tenta contornar as pessoas chatas, é claro, mas elas são a minoria.


Por que vocês saíram da Deck Discos?
A Deck deu um apoio super legal pra gente no começo. Não precisávamos pensar em várias coisas que eles cuidavam de tudo. Só que eles contrataram zilhões de bandas e tinham que limpar o casting porque o investimento numa banda é muito maior do que era antigamente.

Acham melhor ficar sem gravadora?
Hoje em dia, não faz mais muito sentido pensar em ter uma gravadora. Escuta o nosso som quem quer, nós estamos fazendo o que gostamos e acreditamos no devagar e sempre...

O público aceita as mudanças de vocês?
Nem sempre as pessoas gostam de tudo o que a gente faz, mas gostam da gente, da história da banda, da linha de arte que a gente faz. O artista tem que saber se renovar. Lançar coisas iguais sempre é muito triste. O público acaba entrando na sua vibe e curte.

E o que o Disco Paralelo tem de diferentes do anterior?
O Exercício das Pequenas Coisas era mais adolescente. Esse é mais adulto, mais calmo. O bacana foi que a produção foi do Chico Neves, um dos melhores produtores do Brasil, na minha opinião. Ficamos super à vontade e gravamos durante nove dias seguidos, bem na boa. Entrávamos no estúdio às 2 da tarde e saíamos às 9 da noite para tomar cerveja. O negócio rendia e era tudo muito na paz. O cara é um gênio.

Algumas pessoas comentaram comigo e eu senti a mesma coisa quando ouvi o disco novo de vocês. Você acha que o Ludov tem semelhança com o som dos Los Hermanos?
A gente já conversou bastante com eles sobre isso porque a gente tem influências musicais muito parecidas. Quando a gente ainda era Maybees, ao arranjar as músicas, nós falávamos: vamos fazer a guitarra mais assim, não precisa ser tão pesada... No mesmo ano, eles estavam lançando O Bloco do Eu Sozinho. Começamos a ver nas entrevistas que eles falavam a mesma coisa que a gente. Eles também escutavam Cake, que era uma das nossas maiores influências. Acho que por isso é muito parecido, mas muita gente não associa logo de cara por causa do vocal.

Você acha que a música de vocês precisa ser compreendida?
Sim e a gente gosta disso. As pessoas dizem: "Nossa, escutei a primeira vez e não gostei do som. Na segunda, foi muito legal. Na terceira, fiquei viciada." Isso é muito mais legal do que a pessoa gostar de cara, escutar 10 vezes a mesma música e enjoar. Nada disso é planejado, claro, mas a gente fica feliz da vida com esse resultado.

A maioria das letras é composta pelo Mauro Motoki (guitarrista e tecladista) e pelo Habacuque Lima (guitarra e baixo). Você e o Chapolin (baterista) participam dos arranjos?
A gente tenta fazer tudo de maneira integrada. Ainda trabalho e o Mauro e o Habacuque se dedicam somente à banda. Então, eles acabam tendo mais tempo para trabalhar as músicas. Mas, quando entramos em estúdio, todo mundo opina nos arranjos, dá idéias... O Fábio, que não é da banda, mas é sempre convidado para tocar nos shows, participou da concepção do CD e o Felipe Machado, da banda Firebug, também. Foi a primeira vez que alguém de fora participou de tudo. Foi demais!

Então, você trabalha ainda? Isso atrapalha seu envolvimento com a banda?
Eu sou publicitária e trabalho com planejamento de internet. Sou capricorniana, trabalho pra caramba e corro o dia inteiro. Sempre sou a garota problema com o tempo na banda. Mas minha chefe é o máximo e meus horários ficam super flexíveis. Se eu tenho um show à noite, sou capaz de voltar pro escritório de madrugada para terminar um trabalho.

Mas e o pessoal do trabalho não vira tiete?
Então, eu tento separar bem. Lá, eu tenho responsabilidades muito grandes e tento deixar a Vanessa cantora de lado para não virar bagunça. Às vezes, nem aviso que vai ter show. Eles até ficam bravos comigo (risos).

E não tem possibilidade de você se dedicar só à banda?
Então, assim que a banda der lucro, eu paro. Por enquanto, não dá. A banda se paga, mas não paga a gente. A banda consome muito, você não tem idéia.

Clique aqui e assista a um vídeo de making of de um show da banda. Nesse vídeo, Vanessa confessa se é vaidosa ou não!

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