Finlandesa lança seu álbum solo, "My winter storm", após saída da banda.Novamente, cantora faz ponte entre heavy metal e sons da música clássica.
Tarja Turunen agora caminha sozinha, como canta a ex-vocalista do Nightwish na primeira música deste seu primeiro disco solo (sem contar um álbum de Natal de 2006), logo após a introdução típica neste gênero de metal melódico, quase épico. Sozinha, mas bem acompanhada pelos novos instrumentistas da sua banda, que a fazem soar até melhor de que em momentos anteriores à sua saída do grupo. Agora toda a atenção é voltada para ela, auto-intitulada "rainha do gelo".
Sozinha, mas seguindo o mesmo caminho. O estilo é exatamente o mesmo: riffs cadenciados do metal, batidas que lembram cânticos religiosos, a inspiração declarada em músicas clássicas e fúnebres, como o "Réquiem" de Mozart e a bela voz da cantora finlandesa, se destacando acima de qualquer outra coisa, como numa ópera-rock.
Apesar de tomar o caminho da banda de rock que incorpora elementos da ópera, alguns trechos do álbum solo de Tarja lembram espetáculos musicais como "O fantasma da ópera". O exemplo mais claro disso é "Sing for me", a nona canção, clara referência ao estilo kitsch já clássico de Andrew Lloyd Weber.
Esta busca por um estilo meio termo entre o rock pesado e a música clássica acaba dando um tom entre o rock pedante e pretensioso e a música clássica massificada e brega. Mesmo que possa haver uma simpatia inicial com as músicas, escutar o disco inteiro pode acabar se tornando um desafio.
Uma música após a outra, Tarja parece querer mostrar que, sozinha, é melhor de que com sua banda original, e força a mão em muitos pontos. Sim, ela é competente, mas a qualidade musical dificilmente está apenas na exposição de sua capacidade técnica.
Para os já fãs do estilo e da moça, entretanto, o provável é que a simpatia por sua carreira solo seja maior de que pela carreira do Nightwish sem ela. O grupo saiu de vilão na separação, demitindo Tarja, e isso só reforça o laço destes fãs. Ela soube gravar um álbum que tivesse apelo a seus antigos seguidores.
O disco oscila em sua potência roqueira, saindo de batidas tradicionais e pesadas e indo até pontos mais delicados, de piano e violoncelo acompanhados pela cantora.
Nas letras, o que não faltam são referências ao momento da carreira de Tarja. Desde o título do disco, "My winter storm", minha tempestade de inverno, que pode ser visto como o período vivido desde a saída do Nightwish, passando pela já citada "I walk alone", além de "My little phoenix", referência à ave mitológica que renasce das próprias cinzas.
Marcadores: Musica
# postado por Sistema Oculto : 07:17

